A ditadura da maioria na democracia das vassouras carecas
Foto: Rafael Freire Vinha chegando ao meu prédio agora há pouco e vi uma movimentação um tanto intensa no saguão onde normalmente acontecem as reuniões de condomínio. Mas, nada demais, até uma moradora me perguntar se eu votaria pela saída ou pela permanência. Eu, sem sequer saber que havia uma eleição, perguntei do que se tratava. E a senhora, com aquele polimento de quem quer ganhar um eleitor, me disse: “é para destituir o síndico”. Com a clássica de sempre (para quando vem alguém com um abaixo-assinado absurdo daqueles que, sem jeito, você tem que dizer não), respondi: “eu moro de aluguel, quem vota é o proprietário. Desculpe”. Parece desinteresse pelo nível político mais próximo de mim. Mas não é, simplesmente. Confesso que, com tudo que resolvi me ocupar no lado de fora do muro, sobra pouco tempo e paciência para as brigas dos meus vizinhos. Mas o pior de tudo é que, normalmente, no lugar das proposições sempre preferem o teatro. Bem, mas não é exatamente isso que vem ao caso, ag...