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Mostrando postagens de janeiro 17, 2010

Morro hoje

Não, não é a carta de um suicida. Mas se fosse, fiquei pensando, o que teria sido minha vida? A história nasce a cada passo, cada letra, em cada gesto, após cada piscadela de olho. Mas dificilmente conseguimos vê-la viva, antes dos livros. Foi por isso que me peguei analisando os fatos, querendo saber o que será lembrado daqui a quinhentos anos e do que ninguém mais ouvirá falar quando for esquecido pela agenda do noticiário. Nasci em uma virada de década que muitos dizem importante: caiu o Muro de Berlim, morreu a União Soviética, presidentes começavam a ler um tal de Fukuyama, o Brasil voltava às urnas. Mas, de fato, minha primeira lembrança marcante é a imagem de Roberto Baggio chutando a bola pra fora na final da Copa de 94, sagrando o Brasil tetra-campeão do mundo, que eu vi numa TV de 17 polegadas enquanto comia a linguiça com farofa que os adultos esqueceram naquele momento de tensão. Naquele mesmo ano de 94, se não me engano, Fernando Henrique, antigo sonho de certa...